O Barrense


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Série

As vezes eu me pego pensando se tudo que a gente viveu realmente aconteceu, ou foi só invenção da minha cabeça. Sabe, tipo uma série da Netflix? 

Bastou lembrar para algumas lágrimas começarem a rolar e eu me pergunto: onde foi que a gente errou? 

Porque eu não sei se tu te lembras, mas a gente jurou ser eterno…. E não foi. 

Aquele 14 de julho vai ficar gravado na memória e no coração. Acho que nunca vou amar outra pessoa como te amei. E isso é bom no final das contas, porque nunca vou me machucar e decepcionar novamente como foi contigo

Eu espero uma reviravolta na nossa história, mesmo sabendo que é muito improvável 

Maaaaaas, vai que a próxima temporada traz a gente de volta


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Eu deveria ter me afastado de você assim que a primeira desconfiança brotou. E o que foi que eu fiz? Mergulhei ainda mais em ti, sem saber ao certo se tu eras um oceano ou uma poça d’água 

Agora eu sei, da pior maneira possível, que nosso amor, se é que posso chamar assim, era raso, raso demais para mergulhar de cabeça e não se machucar 

Mergulhei na gente e no fim acabei com alguns pontos no coração. Mais um remendo para a coleção de desamores 

A gente repete as vivências, ignora os sinais e promete que da próxima vez vai ser diferente. Não vai! Já te adianto: o tempo cura algumas feridas e nosso coração é bobo, ele sempre acaba se deixando levar por um sorriso de canto 

O problema todo dessa história de tropeços e recomeços é sempre o mesmo: será que vai ser sempre assim ou meu dia ainda vai chegar? 

Eu deveria ter me afastado de ti, só que eu fiz o contrário, te abracei na esperança que tu fosses diferente. Que nosso pra sempre realmente fosse pra sempre

Espero que o roteirista da minha vida amorosa se canse de tantos desamores e dê um pouco de paz a esse coração calejado. A gente anda merecendo a sorte dum amor tranquilo 


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cinco poemas que deveriam ser pra ti

1. vela

a nossa chama se apagou

e nosso amor

vive no mais completo breu

não há mais a gente

sou eu

e você

cada um no seu canto

fisicamente

são metros

alguns passos

emocionalmente

quilômetros

é como se tu estivesse

em Hong Kong

e eu

em Havana

tarde demais

essa ponte aérea não existe

não entre nós

2. to be

o tempo passou
e a gente não conjuga
do verbo
a cama
mais nada

3. ou lago

já doeu tanto
que as ruas
do meu pranto
se fizeram rios
e numa correnteza dessas
sem eu perceber
você se foi
desceu rio abaixo
pra longe
tão longe
que hoje
nem saudade é

4. obra

desabou uma tempestade
dessas de causar estrago
derrubou árvore
destelhou casa
deixou tudo virado num bagunça
o problema
é que foi no meu peito
e o conserto
começa por onde?
se a engenheira era você

5. 007 adolescente

uma pergunta
sem interrogação
é tipo agente
junto
tá errado
então
quer fazer da gente pra sempre?


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Deixa arder

Num jantar regado a vinho barato você repentinamente pergunta:

“você sabe a diferença entre o cigarro que arde entre seus dedos e nós?”

Eu apenas aceno com a cabeça que não sei.

“Absolutamente nada”, conclui ela.

Eu demorei a entender que ali estava decretado nosso fim. Assim, bruscamente. Sem rodeios.

Fomos brasa enquanto durou. Ardeu, queimou e até prejudicou um pouco a nossa saúde. Fomos par com prazo de validade, embora eu achasse que seria pra sempre. Mas, como diria Vinicius de Moraes: “que seja eterno enquanto dure”. E assim foi.

Desde aquele jantar algum tempo já passou. A garrafa de vinho ainda tá pela metade. O cigarro é o mesmo. Seu lugar no sofá segue vazio. Tô “levando”, como diria minha avó. Com você aprendi a não me apegar aos erros do passado. Simplesmente deixo a maré me levar. A vida se encarrega de por as coisas no lugar. Às vezes com mar turbulento, noutras vezes calmo e sereno.

E você passou, demorou mais do que eu imaginava, talvez o tanto necessário, mas passo. E tá mais do que na hora de acender outro cigarro e me deixar queimar por inteiro.


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Eu te escolheria

Acredito em destino e toda a baboseira que os filmes melo-românticos dos anos 90 nos impuseram. Até acho que falta um pouco dessa coisa a essa atual geração. Quando é que deixar de ser brega no romance deixou de ser cool?


Acho que me distanciei bastante do cerne do que me trouxe aqui: você!


Aaaaah, é impossível não se render a esses teus olhos puxados, a tua pele morena e as tuas curvas que me deixam feito um piloto de fórmula-1, ansioso pra te desbravar por inteira.


Foi o destino quem cruzou nossos cominhos. Ou foi pura coincidência. Eu prefiro acreditar nessa coisa de amor de outras vidas. Que uma só não basta pra gente. Precisamos de mais tempo para tirar do papel tudo aquilo que sonhamos juntos.


E assim lá se vai mais uma vida, que gera conteúdo cinematográfico para outras tantas vidas. Em todas elas eu te escolheria, é claro. Não há outra opção.


Por mais que você seja uma completa estranha na próxima encarnação, tem algo em ti que me atrai. Eu não sei explicar exatamente o que. Às vezes é o sorriso. Noutras o olhar. Na última foi a música do Nando Reis que embalou uma vida antepassada.


É difícil explicar o tanto que a gente se ama pra quem já perdeu a fé no amor. Acho que isso não acontece com todos. Esse lance de alma gêmea é raro, não acontece sempre e não se encontra em qualquer esquina, a nao ser que seja você.


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Com Gardel e Galeano em Montevidéu

Estou em alguma viela de Montevideo, acompanhado de Carlos Gardel e Eduardo Galeano. A copa do mundo, essa mesmo realizada no Catar, está prestes a começar. Galeano, meu xará, confessa que está torcendo pelo Brasil. Rapidamente ele se justifica: “sempre torci pelo futebol bonito, aquele de encher os olhos. No passado foi Pelé e Garrincha. Hoje é Neymar e Vinicius Júnior”, diz Galeano

Gardel por sua vez não esconde o amor à pátria Uruguai. Acredita piamente que a celeste tem grandes chances de trazer o título para o extremo sul da América do Sul. “A conquista será uma milonga repleta de reviravoltas. O tricampeonato é inevitável!”, cravou Gardel, com os olhos marejados.

E quanto a mim? Bem, eu temo pelo pior: a Argentina de Messi se sagrar campeã.

Nossos hermanos estão mais fortes do que nunca. Uma mescla de experiência e qualidade. E convenhamos: Messi merece uma copa do mundo em seu currículo, ainda que doa escrever isso.

Diante do meu sofrimento, Gardel compõe um tango, tão sofrido quanto o sentimento daquelas tantas e tantas almas que estavam na final da Copa de 1950, no Maracanã, contra o seu Uruguai.

Galeano me conforta, dizendo que o penar é parte do renascimento da alma. Feito a fênix, ela ressurge ainda mais forte.

Então sofro, até a última gota de seu amargo veneno.

Gardel sorri, pois reconhece esse sentimento que serve de uma fonte inesgotável para sua arte.

Enquanto Galeano se compadece e me abraça. “O vento que sopra no deserto é o mesmo que me confessou um segredo: o futebol está cansado do pragmatismo europeu. A taça está voltando para casa…”

O despertador toca e já não estou mais na companhia de Gardel e Galeano. E muito menos perambulo pelo Uruguai. Estou na minha cama, no interior do Rio Grande do Sul, ainda temendo que aquele baixinho de um metro e sessenta e nova centímetros consiga refazer a rota original da taça e desvia-lá para Buenos Aires.


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Os mistérios da lagoa dos patos

Quem navega pela Lagoa dos Patos junto à praia de fora já observou existência de um navio naufragado. Era da Marinha Brasileira e pegou fogo no dia 16 de dezembro de 1992. Recentemente imagem desse navio foi divulgada nas redes sociais criando curiosidade em muitas pessoas. Este é mais um dos casos do misterioso Mar de Dentro como é conhecido este trecho da Lagoa dos Patos. Nossa redação pesquisou outros casos já divulgados pela imprensa do estado e da região.Formada pelas águas do Guaíba, a Lagoa dos Patos já foi mar de verdade, há 11 mil anos. A lagoa no trajeto entre Guaíba e Tapes é cenário de muitos fatos inexplicáveis que vão de navios invisíveis aos radares, á bolas de fogo que são vistos pelas tripulações das embarcações aos finais de tarde.
Conhecida pelos pescadores como mar de dentro, a Lagoa dos Patos, nas proximidades de Tapes, também é uma espécie de Triângulo das Bermudas. Na região há pelo menos cinco cascos de navios que também naufragaram. O mais recente é do rebocador Arquiteto, que afundou em 2007. Quinze anos antes, um incêndio iniciado na casa de máquinas levou à perda do navio oceanográfico da Marinha, Almirante Álvaro Alberto, cuja parte da estrutura ainda está á vista próximo a rota de navegação.

NAUFRÁGIOS E CARCAÇAS

Uma das embarcações mais modernas da Marinha brasileira – um navio de pesquisa, bem equipado – saiu de Porto Alegre e atravessava a Lagoa dos Patos rumo ao mar. Foi à última viagem do Álvaro Alberto, um navio oceanográfico que pegou fogo e hoje é um ferro-velho encalhado bem no meio da lagoa. Vinte horas de incêndio consumiram todos os equipamentos. Ninguém saiu ferido. Da embarcação, quase nada restou.

Além do convés, só se vê um par de torres nas águas turvas da lagoa. A Marinha diz que o incêndio teria começado na praça de máquinas e que o fogo não pôde ser controlado. O navio que virou sucata parece estar em mar aberto. A lagoa tem 280 km de comprimento e 60 km de largura. É sete vezes maior do que a cidade de São Paulo.

Na segunda metade da década de 1980, há ainda o registro do naufrágio das embarcações Jaci e Rio Negro – este resultado de um encalhe, segundo a Marinha, além de outra embarcação não identificada no Pontal de Santo Antônio.

AVIÕES E OVNIS

Também houve acidente com um caça da Força Aérea que sumiu na Lagoa. Ocorreu em 28 de julho de 1982. Durante um exercício rotineiro sobre a Lagoa dos Patos, no fim da manhã, o F-5 prefixo 4831, pilotado pelo tenente Edson Macedo, simplesmente desapareceu.
Foram realizadas buscas durante duas semanas numa área da lagoa 70 quilômetros a sudeste de Porto Alegre. Edson e o avião, porém, jamais foram encontrados. A hipótese mais provável para o acidente é que o piloto tenha sofrido algum tipo de desorientação espacial, pode ter descido em vez de subir, e mergulhado de nariz na água.
Houve também casos de OVNIS-Objetos voadores não identificados. O empresário pelotense, Haroldo Westendorff, administrava uma empresa de beneficiamento de arroz, uma transportadora e uma fábrica de rações. Nas horas de folga costumava pilotar o seu próprio avião monomotor Tupi. Foi num desses momentos de lazer que o empresário viveu uma experiência intrigante.Às nove horas, logo depois de tomar o café da manhã, ele decolou do aeroporto de Pelotas para mais um passeio. Às 10h15, quando sobrevoava a ilha de Saragonha, na Lagoa dos Patos, a cerca de 15 quilômetros do aeroporto, Westendorff deparou-se com um imenso objeto aéreo não identificado. Haroldo afirma que o objeto tinha uma base do tamanho de um estádio de futebol, com cerca de 100 metros de diâmetro, e de 50 a 60 metros de altura. Diz ainda que tinha a forma de um cone, com os vértices arredondados.
Por 12 minutos, o empresário permaneceu voando ao redor do OVNI, a uma distância de aproximadamente 100 metros.
Deu três voltas ao redor da nave e pôde observar seus detalhes. Era feita de algo parecido com metal, com a parte inferior lisa e oito vértices, que tinham cada um três saliências, como bolhas. A nave girava em torno de si própria e se deslocava em direção ao mar. Durante o tempo em que a testemunha permaneceu ao redor do OVNI não percebeu nenhum movimento da nave que pudesse indicar uma reação hostil.
De repente, a parte superior do OVNI se abriu, bem na ponta, e dali saiu um disco voador na vertical, que em seguida se inclinou 45 graus e disparou para cima numa velocidade impressionante. Assustado, Haroldo se afastou da nave.
Nesse momento, aquele objeto enorme subiu na vertical, numa velocidade fora do comum, sem fazer vento, sem ruído de explosão e sem nenhuma reação física. O fato, ocorrido na manhã de 5 de outubro, impressiona não só pela riqueza dos detalhes descritos por um piloto com mais de 20 anos de experiência como pelo número e qualificação das testemunhas que asseguram ter avistado a mesma nave.

FANTASMAS E ASSOMBRAÇÕES

Casos de fantasmas que se afogaram e surgem para assombrar pescadores e navegadores também é comum. No dia 3 de maio de 1959, o Diário Popular, de Pelotas, noticiava: “MENINO MORRE AFOGADO NA LAGOA DOS PATOS APÓS CAIR DO BARCO DO PAI.”
“Emanuel dos Santos Luz, 7 anos de idade, caiu no início da noite de ontem do barco do pai, o pescador Davi dos Santos Luz, e ao que tudo indica morreu afogado na Lagoa dos Patos. O corpo ainda não foi encontrado. Testemunhas afirmam que viram o menino pedir socorro por três vezes antes de desaparecer nas águas. Em estado de choque, sempre com as mãos na cabeça, o pai de Emanuel repetia essas palavras: ‘Foi o demo! Foi o demo…’ .”
Anos mais tarde, numa noite fria de julho, uma senhora que morava no vilarejo, de nome Aida, acordou os vizinhos aos berros: “Eu vi o menino! Eu vi o Emanuel!” ela dizia. “Da janela eu vi o menino. Ele acenou pra mim de dentro da Lagoa. E deu risada. Depois desapareceu. Eu tinha fome e nenhuma bolacha que fosse dentro de casa. Foi milagre! Milagre! Eu tinha fome, me virei depois de não ver o menino mais e encontrei pão. Olha aqui, toca, pega um pedaço. come. É pão de verdade!”, a mulher mostrava ao povo. Uns a tomaram por doida.
Outros por santa. Para agradecer ao menino, dona Aida construiu um barquinho de madeira. Depositou nele uma vela acesa e uma rapadura e lançou-o às águas da Lagoa.
O pequeno gesto se transformaria num ritual na vila de pescadores próxima ao trapiche. Em cada dificuldade, os moradores recorriam ao menino com rezas, cantos, doces e luzes. Tudo, desde que não fosse absurdo ou egoísta, era atendido.
Nossos pescadores de Tapes e região também contam uma série de fenômenos sobrenaturais e misteriosos que acontecem na Lagoa. O Mar de Dentro já foi motivo de inúmeras reportagens e livros. O mistério e a magia da grande Lagoa dos Patos permanecem insondáveis.


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Entre um chopp gelado e um amor quente

O telefone toca tarde da noite de domingo

~ logo hoje? ~ penso eu…

⁃ Tem como trazer um barril de chopp aqui?

~ me devendo e pedindo mais? Que abuso ~

⁃ Claro, cinco minutos estou ai – respondo eu

E em menos de cinco minutos lá estava eu, levando um barril de chopp que levaria, sendo bem generoso, um mês para receber o pagamento

Que fosse um ano. Aquela foi a melhor noite da minha vida

Entrei no bar, tomei um banho de chopp e reparei alguém rindo. Era uma morena que me encantou a primeira vista. Pode parecer clichê e talvez seja, mas foi assim mesmo que aconteceu

Um encontro de almas, como diz ela hoje, seis anos depois do nosso primeiro beijo

Naquela noite mesmo procurei ela nas redes sociais (somos do interior do Rio Grande do Sul e isso facilita muito, todo mundo se conhece). A partir daquele dia passamos a conversar com muita frequência, mais do que o normal

Atualmente somos noivos, ajuntados (como diz minha vó para quem mora junto e ainda não casou) e vamos ter nosso primeiro(a) filho(a)

LO amor acontece quando menos esperamos e nos locais mais inusitados, recomendo se deixar levar é simplesmente viver, a vida tem dessas coisas: sempre nos surpreende!

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