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Fantoches da mídia?

Pseudo-intelectuais banalizaram a televisão. Afirmam, categoricamente, que, televisão transforma o telespectador em espécie de fantoche. Criaram teoria da conspiração atrelada a grandes mídias e seus respectivos “mafiosos”. O plano de forças ocultas teria como intuito controlar a sociedade, mante-la em estado de torpor e, firmando parceira com governo e grandes empresas, induzir seus telespectadores a consumir compulsoriamente, mesmo sem condições financeiras. Em nível governamental, passar concepção que esta tudo as mil maravilhas.

Não mais do que terrorismo.

Sou cético em relação a sermos fantoches das grandes emissoras. Em outrora, seria possível, em pleno século XXI? Improvável.
O rompante da internet remodelou a maneira de informar. O publico alvo segue diferente em TV, radio, jornal e internet, mas, a filha mais nova da informação – internet -, chama atenção e angaria “namorados” com extrema facilidade. O tataravô jornal perde espaço e parece estar com os dias contados, pelo menos no papel. A ciumenta TV, esta na clássica crise de meia idade, não aceita ser substituída. O radio é o vovô querido, o qual visitamos aos finais de semana, mesmo com enorme sapiência, parou no tempo.

Deseja informação? Basta estalar os dedos e possuir algum vintém na carteira.

Sim! A televisão possui grande influencia psicológica, física, mental, emocional, moral, e etc. Torna o cidadão alienado. Porém, a sociedade deveria filtrar as rajadas de informação que são disparadas em sua direção. Somos manipulados? Acredito que não. Quem criou estes nichos de interesse? A sociedade é quem induz a moda. A popularização de algo logo chama os holofotes do consumo. Exemplo de indução populacional absorvida pela indústria? Indústria automobilística. Hoje esta na moda ter carro chinês. Mesmo empresas ocidentais, criaram modelos compactos para competir com demais e instigar novo publico alvo. Marketing.

Os magnatas da mídia possuem sua parcela de culpa, claro. Mas a nação, em sua zona de conforto, não demonstra sinais inconformismo. A não ser por meio de redes sociais.

Exemplo visto e revisto em nosso dia-a-dia? Futebol!  Pergunto-me se realmente existe o caderno de esportes em jornais. Confesso que ainda estou à procura. O que leio diariamente são cadernos de futebol com tiras de demais esportes.
A historia do futebol no Brasil nos leva a crer em esporte fomentado para ser o “pão e circo” brasileiro. Manipulação do governo militar para redirecionar interesse publico.
A ditadura já passou, o que então explica porque demais esportes não possuem apelo publico? Governo. Aparentemente o Brasil não vê o esporte como meio de educação. O trata como mera atividade recreativa. Portanto, não há investimento no mesmo. Os grandes montantes estão direcionados ao futebol. Demais desportos encontram-se sucateados e, sem relevância nacional, escondidos pela mídia, não conseguem angariar recursos privados, pois não há visibilidade.

A sociedade tem demandas, nem todas as demandas da sociedade são saudáveis para ela. O telespectador, leitor, ouvinte, não deve ser objeto da mídia, mas, agente do processo. A sociedade não se deve deixar influenciar e ser aliciada a falsas verdades ou persuadida por interesses de terceiros.

Não acredito em trama internacional de magnatas da informação por interesse de dominar o mundo e telo na palma da mão. Creio que ela somente aprendeu os vícios da sociedade e os vende desta maneira. Não tem o desejo de reformular a sociedade para um bem maior, apenas os mantém nesse estado de mediocridade pelo simples fato de estar lucrando.

Monopólio de informação? Apresentações de “fatos” que lhe convém? Tapar o sol com a peneira? Sim! Diversos escândalos ocorrem, porém, segundo próprios jornalistas, não vão a publico pelo simples fato de não terem valor econômico. Não vendem, encalham nas prateleiras. Mas porque não vendem? Porque o publico não os compra. A massa precisa se reinventar. Nada cairá do céu – mesmo que programas, assistencialista, governamental nos faça crer que cairá.

A sociedade acomodada não reivindica qualidade na informação ou qualidade na formação de jornalistas e formadores de opinião.
Quem esta satisfeito com atual cenário do jornalismo brasileiro esta assinando atestado de óbito, em relação a informação, formação pessoal e, sim, sendo manipulado por mídias sociais que aprenderam a receita e não desejam altera-la.
A mídia brasileira baseia seus editoriais por interesses gerais. Porém, as atuais demandas da sociedade brasileira é arsênio puro. Estamos cavando nossa cova. Criamos raízes e a mídia as regou, deveria ter cortado o mal pela raiz.

Uma sociedade corrupta gera imprensa corrupta. Sociedade medíocre gera imprensa medíocre. É preciso avançar, não no sentido atual. Devemos rever nossos passos.

Quem sabe recuar um passo para avançar dois?

As grandes “mídias” atendem a um interesse próprio que não é ideológico, é econômico. Todas.
Porém, não é exclusividade da “mídia” brasileira. O interesse econômico da “mídia” só retrata o narcisismo e egoísmo que nos assola. Segundo Lobão em seu twitter: “Antigamente éramos um país pobre e medíocre… terrível. Hoje em dia somos um país rico e medíocre… pior ainda”, de certo modo, esta correto. A evolução social não esta atrelada a evolução econômica. Evoluir economicamente é instantâneo, não requer investimento em índices de desenvolvimento humano. Social e intelectual requer interesse partidário, ideológico, enfim, retirar a sociedade do atual ostracismo que se encontra.

O poder da definição esta em nossas mãos. É preciso ser perspicaz, ler o momento e compreende-lo.  A vulgaridade, midiática, esta intrinsecamente ligada a nossos interesses pessoais consequentemente respingando em interesses do grande grupo.

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